Andei assistindo: Doctor Who - The end of time



Muitos spoilers, ok?

Chegamos afinal ao fim da saga Davies e ao adeus tão comentado e lamentado de David Tennant. Fizeram um verdadeiro filme épico para tal despedida, um episódio duplo com pouco mais de duas horas. Trouxeram de volta não os daleks – graças a deus! Sério, adoro eles, mas seus retornos forçados me tiraram a paciência – mas sim o Mestre. Estava óbvio desde o fim da 3ª temporada que ele voltaria, mas eu realmente nunca imaginei que junto viria Gallifrey.


Era para rir né, gente? Porque foi HILÁRIO!!
Graças à sua ex-mulher, a recomposição do corpo do Mestre acaba não sendo bem-sucedido. Se bem que isso só aumentou ainda mais a sua força de vontade para assumir de vez o controle total da Terra. Ele chega ao cúmulo de transformar todos os seres humanos em clones seus para facilitar a conquista. Só que ele não é o único por trás disso tudo, embora não saiba: vemos que os senhores do tempo, presos em na bolha temporal feita pelo Doutor, fazem uma estratégia a longo prazo para conseguirem se libertar. Finalmente descobrimos a origem do tambor que tanto perturbou a cabeça do Mestre. E também as quatro batidas que indicariam o fim de uma décima vida (alguém imaginou que seriam aquelas??).

Eu cansei um pouco desses apocalipses na Terra - tá acontecendo toda hora!! Mas esse eu achei bem legal. Foi bem mais imprevisível que os anteriores. Só que ficou um bocado longo, por que aumentaram tanto a duração dos episódios? Deixou tudo meio arrastado...

Mas valeu a pena de qualquer jeito. A história foi ótima, mas o bom do episódio mesmo foram os personagens. O Tennant estava excelente. Que dor me deu quando ele se levanta no final de tudo e fica impressionado por estar vivo!! A participação da Donna também foi ótima, e triste ao mesmo tempo. Era para ela estar lá na guerra!!!. Mas nós tínhamos o Wilfred. Ele teria sido o melhor companheiro de todos! 

Não vi uma única pessoa não lamentar a ida do Décimo. As cenas em que ele se despede, um a um, dos seus companheiros mais fiéis, foram incríveis. Ele até se lembrou da mulher por quem se apaixonou quando virou John Smith! E sua regeneração foi bem dura, ele tentou ao máximo fazer com que ela não acontecesse. A sua morte deve ter sido a mais triste de todas. Mas, ao mesmo tempo que eu acho que uma vida tão boa não deveria ter tido um final tão triste e solitário, para mim não teve hora perfeita para a sua saída. Ele já estava cansado, e enfrentou tanta coisa que imagino que, de qualquer jeito, não duraria muito mais.


E a entrada de Matt Smith foi triunfal!! Num momento eu estava totalmente emocionada, no outro eu estava gargalhado aos montes! Depois das atuações magníficas do Tennant, fiquei um pouco preocupada com esta nova cara que estava por vir. E me preocupei à toa: nos segundos em que o vi na tela, o Décimo Primeiro estava brilhante! Mudou a cara mas ainda via o Doutor ali. 

Agora, uma nova era em Doctor Who me espera. Surprise me, Moffat.


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