The Day of the Whovians



Dia 23, eu fui numa sessão especial de “The Day of the Doctor” no Planetário da Gávea. Lá, estava cheio de fãs de todas as idades – algumas poucas crianças, um zilhão de adolescentes e jovens adultos e vários senhores (e uma ou outra senhora) de idade. Uma fila que dava voltas e que começou antes das nove horas da manhã; o filme começou depois das seis da tarde. Se você deixou para assistir ao especial em casa, com certeza não tem noção nenhuma da GRITARIA que teve durante todo o especial.

Tanto jovens como velhos gargalharam e berraram; a quantidade de lágrimas que escorreram não dá nem para contar. Gente soluçando no final definitivamente não faltou. Não sou de falar alto enquanto assisto algo, especialmente fora de casa - gosto de prestar atenção máxima, e também sou tímida demais. Dessa vez, eu gritei como nunca.

Numa sessão de cinema comum, o público reclamaria e zoaria muito de quem agisse assim. EU não iria suportar alguém se comportando assim numa exibição normal. Mas, dessa vez, esse perfil meio fanático e histérico era o padrão. Havia um pessoal do Conselho Jedi, que só estava lá por terem sido um dos organizadores do evento – eles não eram fãs de Doctor Who. Apenas me pergunto como eles nos viram: um monte de gente gritando por causa de um cara que aparece em 13 versões voando pelo espaço numa cabine telefônica.

Também penso em como deve ser uma vida em que você não tem nada pelo que surtar desse jeito. As pessoas em geral zombam e acham ridículo aqueles que vibram assim com entretenimento. Já eu não consigo ver muita graça em não ter um hobby pelo qual amar e sofrer.

E não é só a questão de amor ao seriado. O senso de comunidade é forte também. Lá, todo mundo era amigo de todo mundo. Lá, ninguém era zoado por aparecer fantasiado – era aplaudido e admirado. Um grupo imenso, em que a maioria não se conhecia, reunido por alegria. Isso porque a gente não está contando o resto do mundo, com quem também nos podemos reunir pela internet. Como alguém pode chegar e dizer que isso é ridículo? Foi a coisa mais linda de se ver!


Agora, é só esperar 2063 para o especial de 100 anos... 

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