Andei assistindo: Doctor Who (2005) - 2ª temporada



Ainda que Tennant tenha incorporado um ótimo Doutor, achei que essa temporada se acomodou demais. Aviso que há muito spoiler.


Eu me sentia estranha lendo as opiniões dos fãs sobre essa temporada. Nenhuma crítica encontrada, só elogios e mais elogios. Para ficar claro, eu continuo amando Doctor Who, é um dos meus seriados favoritos. Mas me empolguei menos com os episódios, demorei mais tempo para assisti-los. A maioria tinha bom enredo mas se desenvolvia sem surpresas, como se estivesse se acomodando, como se eu tivesse me acostumado...

Apesar deste comentário, somente dois episódios foram realmente ruins: “The idiot’s lantern” e “Fear her”. Além de chatos e previsíveis, são completamente dispensáveis e quase iguais. E até o cenário principal em ambos é o mesmo! No primeiro eu cheguei a dormir na frente do computador, coisa que nunca havia acontecido comigo antes. O outro ao menos tem uma cena bem legal, em que o Doutor corre com a tocha nas Olimpíadas de 2012.
Seria tão épico ver o Tennant com a tocha ano que vem!
Bom, agora que eu desabafei um pouco, vamos falar dos bons episódios! “The girl in the fireplace” entra indispensavelmente aqui, disparado o melhor da temporada – e, acho que posso afirmar, o melhor da série até agora. Foi escrito pelo brilhante Moffat, o mesmo do lindo piloto de Sherlock. Tem uma história tão bonita e emocionante (além de levemente assustadora) que é impossível não ficar tocado no final. Eu gostei mais da Madame de Pompadour do que da Rose, queria muito que ela fosse viajar na TARDIS também.

Falando nisso, o episódio “School reunion” teve um enredo bem chatinho, mas foi salvo pela presença de uma antiga companheira do Doutor, Sarah Jane. Nem sabia de sua existência, mas ela e o cachorro K-9 voltaram de um jeito tão legal que eu simpatizei rapidinho com eles. Até pensei que ela voltaria a ser do elenco, pena que só ficou nesse mesmo. Eu realmente gostei muito dela, e fiquei triste quando soube que sua atriz morreu nesse ano mesmo.  

I. NEED. IT.
Em “Love & monsters” houve uma proposta de enredo muito interessante, que era a de mostrar o ponto de vista de um cidadão comum que tinha sido afetado pela vida do Doutor e como ele lidava com isso e tudo mais. Infelizmente o “monstro da semana” acabou estragando a história. Se ele não tivesse aparecido, tenho certeza de que o episódio seria ainda melhor, e talvez até aberto portas para mais alguns do tipo, ainda que não possuíssem muita ação.

E tem os duplos “The impossible planet” e “The Satan pit”. Eles não me empolgaram muito, mas têm uma discussão muito legal sobre o que é o demônio presente em praticamente todas as religiões (sejam elas terrestres ou alienígenas) e sua real identidade. Achei que eles poderiam ter sido mais bem desenvolvidos, mas gostei muito mesmo assim. Eu queria ter tido essa idéia de um planeta em órbita em torno de um buraco negro, é realmente genial - e não drogada, como diz meu irmão. Quando ele comentou isso, fiquei pensando que talvez muita gente não goste do programa por pura falta de imaginação.         

Ah, e ainda tem os outros duplos “The rise of the cybermen” e “The age of steel”. Eles arrancaram boa parte do meu encanto por Fringe. Continuo sendo muito fã, mas não consigo mais olhar com os mesmos olhos a idéia dos universos paralelos. Boa parte do que é hoje a alma da série de Abrams já havia aparecido em Doctor Who! Outro universo, igual ao nosso, só que ligeiramente diferente, com zepelins no lugar de aviões e telefones implantados no canal auditivo. Bom, eles não me empolgaram, mas foram bem construídos. O final foi muito bom, se bem que fiquei triste quando abandonamos o Mickey... 

Barty Crouch Sir também deu as caras!
O episódio “Tooth and claw” é ótimo, gostei muito mesmo. O melhor dele foi a criação de Torchwood, instituição que volta na ótima season finale. Essa sim, me prendeu bastante, ainda que seja levemente parecido com a da temporada anterior. A volta dos daleks foi o melhor, eu senti tanto a falta deles! Sério, eu nunca tinha percebido quanto eu gostava daquelas vozes metálicas. Incrível como a guerra entre eles e os cybermen conseguiu ser tão hilária e tão trágica ao mesmo tempo. 

Mas o que realmente emocionou foi a despedida de Rose. Nunca gostei muito dela, mas vou sentir falta da sua companhia. O melhor da temporada foi com certeza a interação entre Billie Piper e David Tennant. Admito que eu ainda gosto mais do Christopher Eccleston como Doutor, mas essa regeneração ficou excelente, a gente se acostuma rapidinho, os personagens também. A química entre ele e Rose ficou ainda mais forte, o que só deixou tudo mais emocionante no final. A última conversa entre os dois foi realmente de cortar o coração.

Enfim, apesar de eu não ter gostado dessa temporada tanto quanto a passada, o meu amor pela série continua o mesmo. Como é possível desgostar do Doutor e da TARDIS? Estou ansiosa para começar a terceira temporada, as coisas vão mudar muito com uma nova acompanhante. Espero que seja para melhor!

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